domingo, 27 de abril de 2014

Os Influenciadores na Comunicação


Os influenciadores são peças fundamentais que atuam na mídia e no dia a dia. Sempre, repito, SEMPRE vai ter alguém, em algum canal, em algum meio, em algum veículo, que irá influenciar muitas pessoas.

O ser humano em si sofre influência de todos os lados, mesmo que de forma bastante inconsciente. Não existe um ser humano sequer que não seja influenciável. Todos, simplesmente todos estão à mercê de alguém. Isso porque todo ser humano está em busca de construir a sua identidade (principalmente quando se tem uma pressão externa para que se faça isso) e para isso “escolhe-se” pessoas (ou coisas) como referência.

Quando criança, a primeira e principal referência são os pais (deveria) e o professor da escolinha (hoje também apresentadores de TV e artistas). Quando adolescente, os jovens tendem a abandonar um pouco os pais (principalmente com o estímulo externo) e buscam suas referências em amigos, professores e “apresentadores de TV, artistas e autores”. Quando adulto, isso não muda, o adulto mantém buscando suas referências.

“Desde os primórdios até hoje em dia o homem” (cf Homem Primata - Titãs) o homem tende a se reunir diante de alguém que tem alguma liderança. Uma liderança, para ser efetiva, deve ser legitimada e não imposta. Está aí porque o modelo político voltado para a democracia normalmente (NORMALMENTE) é menos conflitante do que o modelo ditatorial em que se impõe um líder.

“Ser líder” não é para qualquer um. Ser líder é ter vocação. Não adianta a pessoa querer ser líder se não tiver alguns atributos inerentes à liderança e um desses atributos é exatamente o “poder de influenciar os liderados”. Para ser considerado um influenciador, em comunicação, é necessário estar em sintonia com o público, falar da maneira que ele entenda e, de preferência, dizer algo que eles queiram ouvir e acreditem. É preciso que o influenciador tenha credibilidade diante do influenciado. Por isso que a Comunicação é tão estudada e engloba tantas ferramentas de outras áreas (Antropologia, Sociologia, Psicologia, Filosofia, etc etc etc etc...).

Com o desenvolvimento (e descobertas) da comunicação, notou-se o poder de influência e a capacidade de mudar comportamentos. Isso não é utilizado apenas por “empresas capitalistas opressoras”, mas muito mais por sistemas políticos que pretendem incutir ideologias e movimentar massas (ex: Nazismo, Fascismo e Comunismo).

Pretendo chegar ao fato do ser humano procurar influências para construir a própria identidade e tomar suas atitudes e esse fato é utilizado principalmente por profissionais de marketing, publicitários, jornalistas e POLÍTICOS. Por isso que ter um influenciador na mídia é tão buscado.

A Havaianas, por exemplo, conseguiu mudar seu posicionamento saindo de sandália comum para sandália top. Para isso ela deu várias sandálias diferenciadas para influenciadores (principalmente estrelas), pagou para eles usarem e deu todo um suporte midiático.

Quando há alguma crise empresarial, os profissionais de comunicação buscam dar as explicações, em primeira instância, aos influenciadores do seu público, não necessariamente para neutralizá-los, mas muito mais para o problema não sair da boca desses influenciadores somente com uma versão.

Não poderia deixar de comentar sobre o absurdo que está acontecendo com dois influenciadores no campo da comunicação e política que está acontecendo hoje. Os dois alvos que estou me referindo são a jornalista do SBT Rachel Sheherazade e o professor Olavo de Carvalho. Ambos muito influentes para o seu público. A Rachel Sheherazade na televisão. O Olavo de Carvalho na internet.

O “problema” dos dois está no fato deles atrapalharem o andamento de um projeto (objetivo) que grupos políticos têm. O objetivo desses grupos é quebrar certas tradições, valores, culturas. Antes não havia influenciadores na comunicação com tanto poder de influência que chegasse a atrapalhar muito a conquista dos objetivos, agora tanto a Rachel Sheherazade quando o Olavo de Carvalho (junto com outros) são peças importantes na reação.

Justamente por serem influenciadores, o avanço em cima da Rachel Sheherazade e do Olavo de Carvalho está vindo de forma intensa. Neutralizá-los é muito, mas muito mais fácil do que tentar reverter o quadro ponto a ponto, indivíduo por indivíduo ou simplesmente tentar rebatê-los fazendo uma guerra midiática limpa. Para eles é muito mais vantajoso (e fácil) tentar queimar a reputação e o poder de influência da Rachel Sheherazade e do Olavo do Carvalho, fazendo com que seus públicos percam a confiança e quebre (ou corroa) o poder de influencia que a Rachel Sheherazade e o Olavo de Carvalho têm diante do público.

Não entrarei, por hora, nos “porquês” e no “como” isso está sendo feito. Mas, posteriormente, pretendo apresentar algumas técnicas que estão sendo utilizadas e técnicas que ainda podem ser utilizadas. Essas postagens iniciais são mais para situar vocês no que venho a abordar daqui a algumas postagens.






sexta-feira, 25 de abril de 2014

MARCO CIVIL DA INTERNET: Perigos Embutidos e Publicidade Para Aprovação


Foi aprovado no dia 23/04/2014, o Marco Civil da Internet, um produto do governo que teve um aparato “publicitário” pesadíssimo com direito a negociação e ostentação em reuniões internacionais. Bom... Se isso fosse na esfera comercial, certamente seria enquadrado como PROPAGANDA ENGANOSA, mas infelizmente a esfera é do governo que hoje, e cada vez mais, tem controle sobre o cidadão brasileiros e suas atividades individuais. Clique para ver e fazer o Download do Marco Civil da Internet como foi aprovado.

No final de março em fiz um post alertando para a censura que está caminhando a passos larguíssimos no Brasil. Busquei traçar “O Caminho do Controle da Mídia e Censura no Brasil” e no post listei 8 vídeos explicativos sobre as armadilhas. É interessante que assista aos vídeos pois complementa este post.

São muitos vídeos tanto a favor quanto contra. Eu, particularmente, sou MUITO CONTRA o Marco Civil da Internet por diversas razões, sendo o cerne do problema o fato de não achar que o Estado deve se meter onde as coisas andam se desenvolvendo muito bem.

Neste post irei listar mais alguns ponto e acrescentar mais alguns vídeos que surgiram logo depois que o Marco Civil foi aprovado na Câmara de Deputados, pelo Senado e foi sancionado pela presidente.

O Objetivo é beneficiar o Usuário?

Vejam esse vídeo que foi publicado originalmente no CANAL OFICIAL DO PT no dia 22/09/2012. Reparem que o Marco Civil da Internet é apenas o primeiro passo para a regulamentação total da mídia (lembro aos leitores que tem outro projeto com um “nome bonito”, como todos os projetos deles por sinal, denominado Redemocratização dos Meios de Comunicação). Não vai demorar para estarmos nos moldes de comunicação bolivariano.



Para mim está claro e cristalino e para você? Outro ponto interessante, que vale ressaltar, foi o que o Senador Lindberg Farias deixou escapar: “Brasil pautar uma Agenda Mundial” (veja o tempo 4:32). Alguém lembra do S.O.P.A, da P.I.P.A e do A.C.T.A? Ele foi motivos de protestos justamente porque iriam ter o controle sobre o conteúdo e poderiam ter acesso à privacidade dos usuários,

Estaria mesmo o brasileiro clamando nas ruas por um regimento na internet? O que eu vejo o brasileiro clamar, em relação à internet, é por melhorias dos serviços. Não é difícil chegar a conclusão que uma livre concorrência, um mercado livre para inovar e uma vasta opção de serviços é que trazem benefícios reais para o consumidor.

Benefício quase ninguém rejeita, correto? Um forte exemplo é o de as pessoas estarem fornecendo loucamente seus dados em troca de serviços gratuitos na internet. Dados pessoais viraram moeda de troca. É exatamente essa a “moeda” do Google, do Facebook, do Twitter e diversas outras redes sociais. Quem aqui não forneceu o próprio email e/ou telefone para fazer um download de um e-book gratuitamente ou acesso a “serviços exclusivos”? Cadastro em sites para ter acesso ao conteúdo é algo muito comum (e você achando que era só para você ficar atualizado das novidades do site, né?).

Foi exatamente isso que fizeram com o Marco Civil da Internet para ele não ser rejeitado de primeira (como aconteceu com o S.O.P.A, o P.I.P.A e o A.C.T.A). Colocaram a tal da “neutralidade da rede” e empurraram com ela um monte de armadilhas.

Na publicidade, a gente só fala para o nosso consumidor as vantagens e tenta evitar falar dos problemas, não é? Alguém viu alguma propaganda do governo (ou de governantes) esclarecendo os “pontos problemáticos” do Marco Civil da Internet? Falavam apenas da neutralidade da rede e da privacidade, sendo que esse segundo é perigosíssimo pois apesar de dizer que vai “garantir a privacidade do usuário”, os provedores deverão guardar os dados de navegação do usuário por um período, MESMO QUE ISSO NÃO SEJA NECESSÁRIO.

O que será que essas mesmas pessoas diriam se uma grande rede de Fast Food fizesse uma propaganda de um hambúrguer cheio de bacon e outras gorduras dizendo que o sanduíche é saudável porque contém a salada? É mais ou menos isso que fizeram com o Marco Civil da Internet e a tal da “neutralidade da rede” (fora que escondeu que isso irá diminuir o leque de possibilidades de dar vantagens aos usuários...).

O que diriam também se numa embalagem de um produto tivesse escrito “Contém 500g, mas a gente pode reduzir para 300g, caso seja necessário, sem a necessidade de especificar na embalagem”? É exatamente isso que diz o Marco Civil da Internet em relação à nossa privacidade: Você terá sua privacidade preservada, mas se for necessário o governo poderá solicitar seus dados para as operadoras e você não precisa saber disso.



Internet Controlada Por Decreto

O fato de a internet poder ser controlada por decreto é algo EXTREMAMENTE PERIGOSO para o usuário, seja ele de qual governo for! Poderia ser qualquer um! Isso significa que a qualquer momento, por decreto, o Estado pode interferir na internet!

Compartilho abaixo alguns vídeos referentes a isso:

A PALAVRA "DECRETO" NO TEXTO DO MARCO CIVIL DA INTERNET - Dep Rubens Bueno


Dep. Rubens Bueno (PPS-PR) se diz contrário ao Marco Civil da Internet


Marco Civil da Internet: Liberdade ou Controle?

No Hangout abaixo o Rodrigo Mezzomo trata de diversos pontos além de expor os perigos do Marco Civil da Internet para o mercado, para a liberdade e para a internet em si.

Hangout sobre o Marco Civil da Internet: Liberdade ou controle? Com Rodrigo Mezzomo - 05/04/2014


Problemas no Marco Civil da Internet

Já no próximo hangout abaixo, mostra além dos problemas jurídicos do Marco Civil da Internet, os problemas técnicos que poderão aparecer

2º Hangout do IMB - Marco Civil da Internet


Uma Lei que é um Produto

Uma Lei JAMAIS pode ser tratada como um produto. O que fizeram com o Marco Civil da Internet (aliás, com estão querendo fazer também com a “Reforma Bolivariana Política”) para aprova-lo foi inaceitável! Tentaram passar uma sensação de “clamor popular” (detalhe, ela "nasceu" na juventude que apoia partidos) e fizeram uso massivo de blogueiros, sites, virais (principalmente com vlogueiros), uso da militância artística (Gilberto Gil, por exemplo) e até propaganda (post patrocinado) no Facebook Ads.

Pergunto: Por que não trataram todos os pontos e só “publicitaram” os pontos que significam benefícios APARENTES para o usuário? Bateram forte, principalmente, na questão de “internet livre” só porque no texto tem algo “fofinho” sobre privacidade. Em pensar que se uma propaganda comercial tratasse um produto perigoso desta forma seria logo vetada (aliás, pode propaganda de produtos perigosos, sem restrições, ou com informações detalhadas sobre o produto?).

Para aprovar o Marco Civil da Internet também foram necessárias várias rodadas de negociação, negociação que em nenhum momento foi com a população, mas entre eles. Se quiser, pode chamar de "Lobby" (no tom pejorativo).

Enfim... Finalizo indicando um excelente texto do Implicante.Org:
Marco Civil: se você está comemorando, é porque não leu o texto aprovado






quarta-feira, 23 de abril de 2014

Processos de Comunicação - Uma visão da Coca-Cola

Post publicado em 06/01/2012 no blog PROPeMARK.

Difícil encontrar "por aí" alguém que não admire o Marketing da Coca-Cola. Essa apresentação titulada de "A visão da Coca-Cola sobre os processos de comunicação na próxima década" foi apresentada em Cannes 2011 por Jonathan Mildenhall, Vice-Presidente de Estratégia Global de Publicidade e Excelência Criativa da Coca-Cola.

Os dois vídeos tem um pouco mais de 15min, mas vale a pena assistir (tem legenda). A apresentação foi, digamos, "dividida" em 10 capítulos:

Capítulo 01 - De que forma a Excelência de Conteúdo Nos Dá Acesso ao "Desenvolvimento do Conteúdo Líquido e Linkado"?
Capítulo 02 - A mudança
Capítulo 03 - Para Onde Vai o Storytelling
Capítulo 04 - Incluir progressivamente a ideia de viver positivo (Live+) em nossos planos de "storytelling"
Capítulo 05 - O Brief de Criação Realmente Fértil e Poderoso Deve Estar Baseado em Provocações, e não em Insights
Capítulo 06 - Desenvolvimento o Conteúdo Líquido
Capítulo 07 - Aplicando os Princípios de 70/20/10 para o Investimento em Conteúdo Líquido
Capítulo 08 - Pesquisando o Conteúdo Líquido
Capítulo 09 - Aplicando o Multiplicador de Dólar para o Processo de Produção Interrelacional
Capítulo 10 - Síntese

A visão da Coca-Cola sobre os processos de comunicação na próxima década.


Conteúdo 2020 - Parte II


Não mastiguei cada capítulo pois acho que vale muito a pena assistir. Se está sem audio, sem problemas, os vídeos são legendados.

Espero que goste! ;)



segunda-feira, 21 de abril de 2014

Estrutura e Regras para Marketing Viral

Post publicado em 22/07/2010 no blog PROPeMARK.


O autor Claudio Torres publicou em seu site um artigo MUITO BOM sobre "Estrutura de uma ação viral - A diferença entre fórmulas e regras".
No artigo ele mostra a estrutura viral e te fornece umas regras para obter sucesso na sua campanha. Segue a estrutura viral e a listagem das regras. Para ler mais sobre o assunto, basta clicar no link acima.

[Estrutura Viral]
A peça viral: Elemento de transporte da sua mensagem. Ela pode ser um texto, um widget, um vídeo, ou qualquer outro formato online. E ela que contém a mensagem e a essencia da estratégia.

A rede de distribuição: Rede social ou o meio por onde a peça viral será transmitida. A peça viral deve ser repassada de Internauta para Internauta, e portanto você tem que definir a rede de distribuição. Ela pode ser a única rede ou só a inicial, se sua peça permitir multiplas formas de transmissão.


A semeadura: Implantação da peça viral nos pontos chaves da rede. Como e onde iniciar a publicação da peça viral na rede é essencial para o sucesso.


Usuários alpha: Primeiros a terem contato com a mensagem, e que tem mais possibilidades de propagação da mensagem inicial. Eles são as pessoas-chave que tem maior imfluência na rede e que são mais sensíveis a mensagem. Pode ser que isso seja inerente a rede de distribuição, ou que dependa de uma pesquisa prévia.


Complementos: Os complementos dão longevidade da campanha. Criar avatares, papeis de parede, músicas e outros elementos que permitam que as pessoas possam “curtir” a ação além do viral.


[As Regras]
01) Faça com que as pessoas sintam algo
02) Não faça propaganda
03) Permita o compartilhamento, download e mashup
04) Crie formas de participação e comentários
05) Não restrinja o acesso a nada
06) Crie sequências completas
07) Não abandone a ação viral


Gostaria de destacar uns pontos que penso normalmente os empresários são "instigados" a não fazer:

"Não faça propaganda": Esse é o mais dificil na hora de apresentar a ação. A primeira coisa que o "chefe" pergunta é: "Cadê os benefícios/produtos da empresa? Coloca ai as vantagens, valores e etc." Uma ação viral, aos meus olhos, é feita para disseminar a marca e não realizar vendas direta.

"Não restrinja acesso a nada": É comum ver também pedir algum cadastro, nem que seja de email, para acessar algumas ações que diz-se "viral". "Para poder fazer o download, cadastre-se. É rápido e gratis!". Essa é a frase mais comum... HeHeHe...

"Não abandone a ação viral": Uma ação viral de Marketing não é que nem um virus da gripe em que voce dá um espirro contaminando todos e esses vão espalhando mundo à fora. Acompanhando a ação, você pode potencializar, aproveitar ganchos, associar a alguma idéia que não foi pensada anteriormente... São inumeras coisas que você pode aproveitar para potencializar seu ação.



sábado, 19 de abril de 2014

O assunto é: TV DIGITAL

Post escrito em 20/08/2010 para o blog PROPeMARK

A Televisão Digital já é uma realidade. Ela possibilita uma maior interação e diversas especulações são feitas quando o assunto é "TV DIGITAL".
Algumas emissoras já começaram a pensar nisso, visto que é uma realidade e a televisão precisa acompanhar a interatividade da internet para não cair na "mesmice" e perder grande fatia do mercado, não somente em audiência mas também em receitas publicitárias (que por sinal está diretamente ligada a audiência).

Segundo site "Mobilepedia":

"Emissoras de TV investem na interatividade

A Globo já permite ao telespectador a participação de enquetes dos programas da emissora e até comprar produtos. Na Copa do Mundo, o telespectador podia acessar tabelas, dados do jogo em tempo real e resultados da competição. No Big Brother, será possível votar para eliminar um participante ou acessar dados sobre ele. Nas novelas haverão informações sobre capítulos atual e anterior, além de galeria de fotos. O mesmo conteúdo interativo também pode ser acessado pelo celular.

O SBT também já está na “pegada” da TV interativa. A emissora fez uma pesquisa com o público e descobriu o que tirava os telespectadores da frente da TV, assim desenvolveram aplicativos para suprir tais necessidades. O canal descobriu que as pessoas levantam do sofá para ver no computador informações sobre metereologia, resultados de jogos e as últimas notícias. Agora, para os telespectadores do canal é preciso apenas um clique e as informações aparecem na tela. O SBT já anuncia que vai investir na interação com redes sociais e mercado eletrônico.

Outras emissoras também estão dando o primeiro passo rumo a interatividade. A Band rodou aplicativos de interatividade durante a corrida de Fórmula Indy, em São Paulo em Março. A Record lançou um aplicativo do programa Aprendiz Universitário, os usuários podiam checar na lateral da tela os perfis dos participantes, dos conselheiros e do apresentador. Na novela Bela, a Feia, também era possível interagir com a TV."


Pensando agora como publicitário, o desafio está em como fazer propaganda em tais meios. É sabido que muitos ou trocam de canal ou simplesmente aproveitam o intervalo comercial para fazer um "pipizinho" ou esticar as pernas. (Por sinal, fico "p" da vida quando vejo os apresentadores "sugerindo" o telespectador aproveitar o intervalo para ir beber água ou ir ao banheiro para não perder a programação. HeHeHe...)

Tal fato já está nos fazendo pensar em como inserir publicidade dentro dos programas de formas alternativas, visto que os "quadros publicitários" dentro dos programas estão tomando o mesmo rumo (levantar e ir beber água). Com a TV Digital especula-se que o telespectador selecione a propaganda que quer assistir, isso é, se realmente vai querer assistir.

Ao mesmo tempo que a Televisão Digital nos abre um leque de alternativas e aguça nossa criatividade, ela nos gera muitas preocupações e está nos jogando num meio muito amplo de infinitas formas de explorar.

Seria muita viagem eu pensar em fazer um comercial interativo, como o video no Youtube em que a gente deve ajudar um entregador de pizza entregar o produto numa cidade cheia de zumbis? E dar a opção ao cliente de comprar o produto na mesma hora em que ele está vendo o comercial com um desconto especial?

Fica aberta a viagem, digo, discussão! ;P




quarta-feira, 16 de abril de 2014

O que é a Geração C?

Essa publicação é do ano de 2011 e foi retirada do blog CHMKT (atual Unplanned). Resolvi pegar uma parte que cita algumas características dessa tal "geração C" e, ao final, 5 dicas! Infelizmente não encontrei a postagem depois que o blog mudou de nome, então não tenho como recomendar o restante da leitura que, inclusive, tinha uma apresentação de slides bem interessante!


Comportamento Tribal: Essa geração forma suas próprias identidades e se expressa em tribos, refletindo o desejo de conectar em torno de idéias interessantes, objetos culturais, causas e movimentos Para ter chances maiores de alcançar a Geração C, as marcas precisam entrar nas conversas que estão acontecendo nas tribos. Opiniões de dentro das tribos tem muito mais credibilidade e conseguem mais atenção em comparação a fontes externas.

Status social com base nas coisas que compartilha: A Geração C ganha credibilidade com seus amigos ao expressar opiniões, ideias, observações e pensamentos. Essa influência depende do que eles compartilham, e de qual a freqüência. Portanto, pra virar conversa entre a geração C é preciso criar capital cultural sempre novo. Aparecer com novidades, comenta, é um processo que dá a eles status dentro das suas tribos e redes sociais. Os profissionais de marketing, aliás, precisam pensar sobre como estão melhorando o status social dos indivíduos com quem estão tentando engajar.

Comportamento de enxame de abelhas: Empoderados pelas mídias sociais, os membros dessa geração se mobilizam como um único ser dentro dessas tribos - assim como as abelhas -, em assuntos que os interessam. Os profissionais de marketing que querem influenciá-los de forma eficaz devem falar com a comunidade, e não com o indivíduo. Quando o assunto é decisão de compra, por exemplo, 85% dos jovens confiam na aprovação dos amigos, diz Pankraz.

Oxigênio social: Mais do que qualquer outra “geração”, a C se esforça para se manter constantemente conectada em plataformas de mídias sociais. Seus aparelhos móveis, no entanto, são seu ‘oxigênio social’, permitindo se conectar, criar e compartilhar opiniões e pensamentos dentro das suas tribos. O celular age como sua ponte para o mundo, mas, ao mesmo tempo, funciona como um escudo social para esse grupo se proteger das pessoas com quem não quer passar tempo.

Atenção parcial contínua: Esse pessoal consome, em média, 13 horas de conteúdo diário, e está constantemente exposto a novidades. Como se fossem especialistas em gestão de conteúdo e informação, eles se envolvem em conversas sem fim, constantemente ‘transmitindo ao vivo’ suas experiências ao mundo.

Camaleões: As plataformas de mídias sociais criaram um novo comportamento tribal entre o pessoal da geração C. Eles são camaleões, constantemente mudando e transformando suas identidades para simultaneamente pertencer ao máximo de tribos possíveis. Uma dimensão única definitivamente não é uma opção para a Geração C, conta Pankraz.

Co-criadores: A web social libertou a criatividade da geração C, levando ao que Pankraz chama de ‘democratização da criatividade’. Eles não mais consomem ideias, mas ativamente participam, se envolvem e colaboram.

Para ajudar a criar conteúdo para a geração C, o Dan Pankraz deixou 5 dicas. Segundo ele, os profissionais de marketing devem garantir que o conteúdo:

1. Seja relevante, útil e divertido.
2. Melhore seu status social dentro das tribos.
3. Peça uma reação e tenha uma interface social divertida.
4. Conecte os integrantes da geração uns aos outros, não apenas com a marca.
5. Permita a geração C a participar, interagir ou produzir conteúdo e passar adiante.


Recomendo a Leitura de A chamada Geração C




segunda-feira, 14 de abril de 2014

A Chamada "Geração C"

Publicado em 07/08/2010 para o blog PROPeMARK


Este artigo é tão bom e pertinente que merece um post exclusivo para ele. "Geração C" é a geração do "Conteúdo, Compatilhamento e Conectividade". Geração que não conhece um mundo sem esses "3 C's". Geração essa que possui indivíduos de 16 anos ou menos, que num futuro muito próximo fará parte de seu mercado agindo de forma direta (sem intermédio de mesadas e afins). Isso se já não está atuando, ganhando dinheiro com seus "freela", blogs e etc.

Pensemos, com 21 anos espera-se estar inserido no mercado da forma que chamei de "direta". Isso significa que daqui a 5 anos, NO MÁXIMO, a "Geração C" já estará fazendo parte da estratégia de comunicação para a população economicamente ativa.

Aos que estão entrando no setor de Marketing (e adjacências) e aos que já estão inseridos, é muito importante saber como se comporta esta geração e o artigo listado abaixo, juntamente com o video, retrata MUITO BEM como se comporta a chamada "Geração C".

Confira o video com menos de 10min:


Após ver o video, leia o artigo publicado por Camila Leporace para o site Opinião e Notícia:

#Leia aqui o artigo "Geração C".

Finalizando
Geração Y, Geração C, Geração G, Geração Z, Geração F, D ou P... Importante frisar que o mais importante não é se prender aos nomes que resolvem dar. Importante mais ainda é frisar que muito mais do que a idade, o que é mais marcante nessas "gerações letrinhas", é o comportamento, assim um vovô pode ser mais "geração qualquer letrinha" que um fedelhinho...

Leia também: O que é a Geração C



sábado, 12 de abril de 2014

Como se relacionar com o Consumidor

O vídeo não é novo (é de 2010), mas expõe de forma didática de como se relacionar com o consumidor no século XXI. Apesar de já ter um certo tempo, de tudo isso continua super válido, ou melhor, a questão de precisar envolver mais o consumidor para reter a sua atenção diante da "batalha midiática de informações" ficou ainda mais complexa.





quinta-feira, 10 de abril de 2014

Grupos Hostis: Como lidar com Públicos Hostis Para as Marcas


No post anterior, quando tomei como exemplo a campanha “Animais São Como Você, Maltratá-los é Crime” que acusou o vereador Marcell Moraes de racismo para falar um pouco de “PERCEPÇÃO DOS PÚBLICOS”, citei como um exemplo os “Grupos Hostis” sem me aprofundar muito e sem dar sugestões de como lidar com os “públicos hostis” para as organizações. Neste post agora pretendo retomar o assunto "Grupos Hostis" e deixar as coisas UM POUCO mais claras.

Definição de “Públicos Hostis”

Lá dei a seguinte definição:

“Público hostil é aquele grupo que está engajado por alguma causa e que possui organização suficiente para mobilizar e influenciar pessoas de forma direta ou indiretamente. O “público hostil” é hostil em relação a algo ou a alguém, nunca sozinho em si mesmo. Um público pode ser hostil a determinados tipos de empresas e não ser a outras. Assim, “público hostil” é aquele que pode (e vai) de causar problemas pois está constantemente em busca ou em zona de conflitos, (...) ou seja, uma militância organizada, pronta para defender sua causa e com grande poder de influência e mobilização social.”

Citei quatro exemplos de tipos de públicos que são delicados de trabalhar NA PROPAGANDA: o negro, o homossexual, a criança e a mulher. Esses públicos são delicados não porque TODOS são “hostilizados” (muito pelo contrário, a grande maioria não é), mas sim porque existem grupos organizados que usam o argumento de defender tais grupos.

Irei aumentar um pouco mais a lista e ser mais abrangente, pois além de querer englobar o Marketing em Mídias Sociais, onde se derrapa muito no terreno onde os grupos hostis são mais fortes, pedindo um cuidado maior na geração de conteúdo, há uma necessidade de relacionamento com os públicos hostis chegando muitas vezes a ter a necessidade de neutralizá-los.

Exemplos de Grupos Hostis

Antes, preciso reforçar que “Grupo Hostil” é aquele que está ENGAJADO por alguma causa e que POSSUI ORGANIZAÇÃO suficiente para mobilizar e influenciar pessoas de forma direta ou indiretamente. Ou seja, não é toda pessoa que faz parte de um grupo organizado e engajado, embora possa sim ser (e muitas vezes é) influenciado por tais grupos.

Exemplo: Um negro pode não fazer parte da instituição organizada “Movimento Negro”. Um homossexual pode não fazer parte do movimento organizado LGBT. Uma mulher pode não fazer parte do grupo hostil Movimento Feminista...

Antes dos exemplos é bom deixar uma coisa CLARA:

ACREDITO QUE COMO PROFISSIONAIS SOMOS MADUROS O SUFICIENTE PARA AVALIARMOS OS PÚBLICOS E GRUPOS COMO DE FATO SÃO, DEIXANDO DE LADO TANTO O QUANTO FOR POSSÍVEL O JUÍZO VALOR.

Eu costumo dividir esses grupos em dois subgrupos (entre parênteses apenas um ou dois exemplos, não são os únicos, obviamente):

01) Grupos Que Defendem uma causa a que Faz Parte:
- Movimentos Negros (UNEGRO), Movimentos Feministas (FEMEN, Marcha das Vadias), Movimentos LGBT’s (GGB), Sindicatos (CUT), Vegans, etc...
02) Grupos que Defendem uma Causa alheia:
- Movimentos Ambientalistas (Green Peace e WWF), Defensores dos Direitos dos Animais (PETA), Defensores das Crianças (ALANA), pessoas que “compram” alguma das causas do grupo anterior, etc

Obviamente há interseções nos grupos e pessoas que aderem mais de uma causa (e normalmente é assim). Obviamente, também, não listei todos os públicos, apenas dei EXEMPLOS. Reitero ainda que não estou fazendo juízo de valor neste caso.

Como Lidar Com os Grupos Hostis

Antes de qualquer coisa é preciso conhecer o público. Básico! Todo mundo que trabalha com comunicação e marketing sabe e faz pesquisa sobre características (perfil) dos seus públicos quando vai traçar planejamentos estratégicos da organização, elaborar campanhas publicitárias e/ou produzir conteúdo relevante para o público-alvo.

Profissionais de Marketing, Publicidade (PP) e principalmente Relações Públicas (RP) fazem um mapeamento dos públicos com que pretendem interagir (na maioria esmagadora das vezes o “público-alvo” ou “target”) e buscam entender o comportamento do consumidor, características psicológicas, o que agrada e desagrada o público, como reagem a determinados estímulos (mensagens), o que chama e retém a atenção das pessoas, entre diversas outras características que já devem ser de conhecimento dos profissionais de comunicação e marketing. Tudo isso é válido e imprescindível, básico do básico. Mas infelizmente, GERALMENTE, se faz esse mapeamento visando o público-alvo da organização, aquele o qual se pretende atingir, o consumidor potencial. Esquece-se de analisar quais grupos poderão ser hostis às campanhas e ações e traçar cada uma dessas características (por isso se vê tanta derrapada, principalmente nas mídias sociais).

Além do mapeamento das informações já listadas, para lidar com os Grupos Hostis é preciso prestar atenção em um detalhe que não é fácil (muito pelo contrário): saber COMO os grupos hostis pensam e assim poder “pensar” como eles.

Indico dois EXCELENTES livros que podem ajudar a entender como agem e como pensam os grupos hostis:

- LE BON, Gustave - Psicologia das Multidões
- ORTEGA Y GASSET - Rebelião das Massas

Algumas Características dos Grupos Hostis

Não listarei todas, mas apenas as que considero mais importantes para ENTENDER COMO PENSAM E REAGEM os integrantes dos Grupos Hostis. Entendendo como certo público hostil pensa e qual o seu “modelo mental”, fica muito mais fácil de prevê suas ações e reações.


UM LÍDER

Primeiro de tudo é saber que esses grupos hostis SEMPRE possuem um líder que GERALMENTE é um agitador fortemente treinado, principalmente na retórica (“argumentação”). Esse líder tem forte influência sobre todos os membros ATIVOS (primários) do grupo hostil a que pertencem e possuem grande poder de movimentação de massa. O líder de um público hostil GERALMENTE tem ligações políticas (partidárias ou não, GERALMENTE sim) e visa obter resultados políticos de suas ações.

Agora, uma característica para você guardar para o resto de sua vida ou enquanto lidar com Marketing e ramos da comunicação:

Esses grupos, em quase sua totalidade, possuem uma formação mental pautada em LUTA DE CLASSES, em RELAÇÕES DE PODER. A ampla maioria vê as relações humanas como relações de poder dentro da dicotomia OPRESSOR x OPRIMIDO. Então você tem que ver como os membros dos grupos hostis te enxergam: As empresas como opressoras, a causa que defendem como oprimidas. Por isso é difícil dialogar, negociar, com os públicos hostis. Eles sempre vão achar que os opressores, como opressores, estão querendo tirar vantagens em cima de tais causas explorando-as.

Volto a frisar: Não estou fazendo juízo de valor, não estou dizendo se estão com razão ou sem razão e não estou dizendo que as causas são justas ou injustas.

COMPORTAMENTO DE MASSA

Por razões que não vem ao caso (o livro do Ortega Y Gasset te ajudará em relação a isso), para não entrar em debate ideológico e nem fazer juízos de valores, o homem hoje em dia está cada vez mais MASSIFICADO. O Gustave Le Bon em seu livro “Psicologia das Multidões” dedica a primeira parte inteira para falar de “A Alma das Multidões” onde escreve sobre características do homem massificado, características essas que batem certinho com as características dos grupos hostis.

Os indivíduos que “compram uma causa” acabam sofrendo com “o desaparecimento da personalidade consciente e a orientação dos sentimentos e dos pensamentos em um mesmo sentido” (LE BON, Gustave - Psicologia das Multidões pag 30) gerando uma desordem e si, por isso que um líder tem forte poder de influência.

“Este homem-massa é o homem previamente esvaziado de sua própria história, sem entranhas do passado e, por isso mesmo, dócil a todas disciplinas chamadas ‘internacionais’. Mais do que um homem, é apenas uma carapaça de homem constituído por meros idola fori; carece de um ‘dentro’, de uma intimidade sua, inexorável e inalienável, de um eu que não se possa revogar. Daí que esteja sempre na disponibilidade de fingir ser qualquer coisa. Só tem apetites, crê que só tem direitos e não crê que tem obrigações.” (ORTEGA Y GASSET, “A Rebelião das Massas, pag 16)

O indivíduo quando massificado, ou seja, quando está sob ação de manipulação de multidão (massa), adota uma espécie de “alma coletiva” em que ele se esvazia de si, abrindo um vácuo que o faz captar “docilmente” as sugestões de quem tem poder de liderança sobre ela.

“... o mero fato de se haverem transformado em multidão dota-os de uma espécie de alma coletiva. Essa alma os faz sentir, pensar e agir de um modo completamente diferente daquele como sentiria, pensaria e agiria cada um deles isoladamente.” (LE BON, pag 32)


Isso ficou fortemente evidente nas manifestações de junho do ano passado, com uma diferença, não havia um líder legítimo (até tentaram liderar, mas sem sucesso) para aquela massa toda, por isso as ações foram totalmente desconexas, sem propósito, queriam tudo e não sabiam o que era esse “tudo”. Outro fator é o uso de máscara que nada mais é do que perder a individualidade para agir em grupo. As pessoas mascaradas se tornam iguais, uma forma de contágio e adesão à “alma coletiva” ainda mais forte.

“... o indivíduo na multidão adquire, exclusivamente por causa do número, um sentimento de poder invencível que lhe permite ceder a instintos que, sozinhos, teria forçosamente refreado.” (LE BON, pag 34)

Exatamente como ocorre em protestos recentes, inclusive nos meios digitais. Em um caso recente, aquela pesquisa do IPEA, as pessoas se mobilizaram nas mídias sociais muitas deixando de lado seus valores individuais e se expondo como o coletivo. Tudo pela causa. Tudo liderado pelos movimentos feministas, por exemplo.

“Em uma multidão, todo sentimento, todo ato é contagioso, e contagioso ao ponto de que o indivíduo sacrifique muito facilmente seu interesse pessoal ao interesse coletivo.” (LE BON, pag 35)

Essa é a essência das “revoltas virtuais”, a viralização. As pessoas vão aderindo as ações de forma altamente contagiosa. O interessante é que da mesma forma como aparece de forma arrasadora, ela desaparece do nada.

“ ... um indivíduo pode ser posto num estado tal que, tendo perdido sua personalidade consciente, obedeça a todas as sugestões do operador que o fez perde-la e cometa os atos mais contrários ao seu caráter e aos seus hábitos. [...] Estando paralisada a atividade cerebral do sujeito hipnotizado, ele se torna escravo de todas as suas atividades inconscientes, que o hipnotizador dirige segundo sua vontade.” (LE BON, pags 35 e 36)

Como disse, os líderes tem forte poder de influência sobre seus liderados dos grupos hostis e uma excelente retórica de contágio. Ainda no caso da pesquisa do IPEA, apareceu um absurdo moral (o estupro), que fere os valores da maioria da população. Como as pessoas estão “desorientada” pois se tornaram “massa”, agiram.

“Portanto, desaparecimento da personalidade consciente, predomínio da personalidade inconsciente, orientação por meio da sugestão e de contágio dos sentimentos e das ideias num mesmo sentido, tendência a transformar imediatamente em atos ideias sugeridas são as principais características do indivíduo na multidão.” (LE BON, pag 36)

Na passagem anterior, é possível notar o porque de tamanha hipersensibilidade das pessoas hoje em dia. Está aí também o porque de a percepção dos grupos hostis muitas vezes extrapolarem o real, vendando-se muitas vezes quando a realidade lhe é apresentada pois está fazendo parte de uma “alma coletiva” sob a “consciência” do seu líder, o qual os indivíduos dos grupos hostis confiam e se espelham, se submetem aos “conselhos” de suas lideranças, que, como disse logo no início, muitas vezes possuem objetivos próprios e não necessariamente de acordo com as causas que dizem defender. É isso tipo de pessoa que age docilmente aos “comandos invisíveis” que chamamos de “massa de manobra”.

“Isolado (o ´homem) era talvez um indivíduo culto, na multidão é um instintivo, consequentemente um bárbaro. Possui espontaneidade, a violência, a ferocidade e também os entusiasmos e os heroísmos dos seres primitivos. Aproxima-se deles também por sua facilidade em se deixar impressionar por palavras, imagens e conduzir a atos que lesam seus mais evidentes interesses. O indivíduo na multidão é um grão de areia no meio de outros grãos de areia que o vento agita a seu bel-prazer.” (LE BON, pag 37)

A citação anterior fica muito evidente em ações de movimentos ambientalistas e em defesa dos animais (Green Peace e PETA, por exemplo). Eles buscam chocar o público para chamar a atenção e conseguir a adesão de uma grande quantidade de pessoas. Quem não se lembra das campanhas do Green Peace fazendo adaptações de peças publicitárias (ver imagem do Kit Kat acima) colocando sangue de animais para mostrar que as empresas não tem respeitos com a natureza? E aquela ação do PETA (imagem ao lado) em que ativistas se embalaram em simulações de embalagens de carne? E os vídeos dos vegans mostrando o sofrimento dos animais em abatedouros? O indivíduo quando esvaziado de si, vai aderir docilmente causas que o choquem!

Por fim, eis o porque de ser muito difícil negociar com esses públicos hostis.

“... as multidões não raciocinam que admitem ou rejeitam as ideias em bloco, não toleram nem discussão nem contradição e que as sugestões que sobre elas agem invadem inteiramente o campo de seu entendimento e tendem a se transformar imediatamente em atos. [...] as multidões adequadamente sugestionadas estão prontas a se sacrificar pelo ideal que lhes foi sugerido.” (LE BON, pag 71)

Concluindo

Reforço aqui minha sugestão de leitura de dois excelentes livros: “Psicologia das Multidões” (Gustave Le Bon) e “A Rebelião das Massas” (Ortega y Gasset). Existem outros, mas creio que esses dois são mais focados no problema de como lidar com públicos hostis para as marcas.

O primeiro, vai te dar embasamento para saber como os públicos hostis pensam. Por isso que neste post eu trouxe citações do livro "Psicologia das Multidões", que trata mais do comportamento e como pensam os grupos hostis. O segundo, além de te embasar para o pensamento de massa (pensamento dos grupos hostis), vai te mostrar os porquês do homem hoje em dia estar tão massificado e tão propício ao controle de líderes mais “espertos”.







segunda-feira, 7 de abril de 2014

A Percepção dos Públicos no Caso do Vereador Marcell Moraes | Análise do Discurso e Semiótica

Hoje acordo e vejo mais uma polêmica em relação a uma campanha publicitária e me veio em mente logo a importância de ter conhecimentos de Análise do Discurso e Semiótica, assunto que venho me dedicando há pelo menos 2 anos e me interesso desde que comecei com propaganda. É importantíssimo saber como como funciona o esquema de Percepção dos Públicos e como é o relacionamento destes com as mensagens (principalmente as mensagens publicitárias). A Análise do Discurso e a Semiótica dão um aparato bastante significativo para isso.


Dessa vez o alvo foi o vereador Marcell Moraes da cidade de Salvador-BA que colocou para rodar 4 peças de outdoor (não sei se tem outras peças, não tive acesso) com o seguinte mote: “Animais são como você. Maltratá-los é crime!”. Um mote interessante para o público que o elegeu, que coloca os animais no mesmo patamar dos seres humanos (ou mais). Então, comparar os seres humanos a animais não seria tão problemático assim e se teria “discurso corretivo” para as devidas deturpações de mensagem que poderiam vir.

O problema também não foi com a “essência” da relação das imagens com o texto. A mensagem “Animais são como você” não necessariamente está reduzindo o ser humano a um animal irracional, mas sim elevando a dignidade dos animais para o da humana. Dessa forma, não deveria haver problemas em colocar humanos fazendo poses parecidas com a de animais. Foi exatamente isso que fizeram...

Como a comunicação da propaganda busca criar no público uma identificação com as peças, a equipe de comunicação do Marcell Moraes selecionou alguns perfis com os quais queria se comunicar. Afinal, para reter a atenção e a comunicação ser estabelecida é preciso pensar no perfil do público para falar a linguagem dele. Como o mote “Animais são como você. Maltratá-los é crime” traz uma mensagem que se enquadra em todos os públicos do vereador, bastava completar a mensagem com imagens.




Até aí tudo certo! Eles só esqueceram um pequeno detalhe... Analisar a percepção de cada público diante de cada mensagem. A peça publicitária, neste caso, é um composto de “texto e imagem” e é a junção desses dois fatores que integram a mensagem. Quando se tem uma campanha com mais tipos de peças (revista, mobiliário, internete, TV, etc... - principalmente a TV), todas elas se integram compondo uma mensagem e as divergências de interpretação vão sendo diluídas.

Quando se trabalha com apenas um tipo de mídia (ou peças bem parecidas, aquelas que a gente só faz reorganizar o layout), é preciso ter bastante cuidado pois a possibilidade do público ver todas as peças é reduzida bastante (ainda mais quando a campanha é de pouca verba publicitária). Então, essa ideia (tão comum) de colocar as peças para conversarem entre si, compondo uma mensagem como um todo, pode ficar prejudicada, pois a PERCEPÇÃO do público será composta por unidades separadas e a REALIDADE pode não ser percebida da forma como o comunicador deseja.

Foi exatamente o que aconteceu com esta campanha.


Estamos vivendo numa sociedade que está, até certo ponto, bastante melindrada e cujo politicamente correto está em evidência. O comunicador, principalmente o publicitário que lida com marcas e busca construir imagens (reputação) das marcas, precisa estar bastante atento em relação a PERCEPÇÃO do público diante de cada mensagem.

Na publicidade existem hoje quatro tipos de públicos que são bastante delicados de trabalhar:

01) O Negro: devido ao processo histórico e diversas intervenções já tem certo tempo que é um público delicado de se trabalhar pois mensagens que a priori não pareciam racistas, passam a ser.
02) O Homossexual: devido a discriminação também é um público bastante sensível a certas mensagens que possam soar “preconceituosas”.
03) A Criança: altos debates e pessoas com “os dentes afiados” querendo atacar a propaganda. Para essa existe, inclusive, uma legislação específica
04) A Mulher: ainda não é tão delicado, mas vai se tornar. Hoje já há uma discussão quanto ao “machismo” e a “sociedade machista” (mesma discussão de “sociedade racista” e “sociedade homofóbica”) e opressão e exploração da mulher.

Todos esses 4 grupos possuem uma militância ativa (também conhecido como grupos hostis) fuçando qualquer deslize para provar suas teorias e ainda tem outros grupos que em comportamento de massa seguem essa militância.

Cada grupo (não necessariamente e somente esses) vai ter uma percepção diferente quanto às mensagens. Se elas tiverem um primeiro contato com peças que transmitam a mensagem da campanha completa (um comercial de TV, por exemplo), a possibilidade de interpretação errada se reduz (isso não ocorre com os grupos hostis - militância - pois o olhar desses é diferente, mas como lidar com esse tipo de público é assunto para outro post). A RELAÇÃO DELAS COM AS PEÇAS será diferente do que se batesse em primeiro momento com “parte” da campanha.

No caso dessa campanha do vereador Marcel Moraes, provavelmente o indivíduo só teve acesso a uma peça e já criou uma espécie de bloqueio em relação ao resto. Pouco importa se ele chegar a ver as demais peças, a percepção dele em relação à realidade da campanha já está completamente prejudicada. Fora que a "peça problemática" estará muito mais difundida, inclusive na internet, e a percepção do público em geral vai sendo afetada em "efeito de massa". (Ps: Uma sugestão paliativa que tenho para sugerir é espalhar o máximo possível, em tudo quanto for banco de imagens, todas as imagens da campanha, assim como recrutar um grupo para disseminar isso nas mídias sociais, assim como fazer campanha no Facebook Ads, onde esse problema foi gerado).

Clique para ampliar
A pessoa que teve acesso a PARTE da mensagem teve a sua PERCEPÇÃO da peça e comentou sobre ela, a SUA percepção, nas mídias sociais. Neste caso, ele passou não a mensagem da peça, mas sim a SUA PERCEPÇÃO em relação à peça, houve uma interferência direta e essa interferência vai afetar a percepção das demais pessoas. Pessoas que tiveram acesso a mais informações podem até reagir positivamente, mas também há casos que “mudam” de percepção (assim como também é possível mudar a percepção dos demais). Tentar se explicar pode até adiantar (como disse, tem pessoas que mudam de percepção), mas se tratando de “grupos hostis” esses já estarão afiados para rebater todas as suas defesas.


Como podem ver, as pessoas que tiveram acesso a realidade (ao todo) e/ou com relações de percepção diferentes não entenderam a peça como o autor da crítica. Como podem ver também, não adiantou muito tentar explicar e apresentar as outras partes pois além da forma de perceber ser diferente, já apareceram argumentos reforçando a percepção errada. Não necessariamente os comentários negativos à campanha são de pessoas que participam de grupos hostis, mas boa parte deles estão sim sob influência de tais grupos.

Acho que cabe aqui esclarecer um pouco o que é um “público hostil”. Público hostil é aquele grupo que está engajado por alguma causa e que possui organização suficiente para mobilizar e influenciar pessoas de forma direta ou indiretamente. O “público hostil” é hostil em relação a algo ou a alguém, nunca sozinho em si mesmo. Um público pode ser hostil a determinados tipos de empresas e não ser a outras. Assim, “público hostil” é aquele que pode (e vai) de causar problemas pois está constantemente em busca ou em zona de conflitos. Acima eu listei quatro grupos que hoje são bastante delicados para se trabalhar, em todos os quatro há "públicos hostis", ou seja, uma militância organizada, pronta para defender sua causa e com grande poder de influência e mobilização social.

Estamos imersos numa sociedade hipersensibilizada (não vem ao caso discutir os motivos neste post) em que qualquer fagulha gera um incêndio gigantesco. As Mídias Sociais servem hoje como um combustível fenomenal para queimar reputações e quanto mais as pessoas se dão conta disso, mais fazem reivindicações (muitas justas, muitas não). O consumidor (bem ou mal intencionado) já notou a imensa potência que tem nas mãos e, se ela for utilizada por alguma causa (principalmente se tiver relação com o politicamente correto) vai ter um apoio da grande mídia e o estrago será ainda maior.

Assim, é cada vez mais necessário que se tenha conhecimentos em relação a COMO O PÚBLICO PERCEBE AS MENSAGENS PUBLICITÁRIAS e COMO O PÚBLICO SE RELACIONA COM AS MENSAGENS. O que está por trás desse RELACIONAMENTO COM AS MENSAGENS que faz o público PERCEBER a mensagem da forma que você deseja ou não?

Tentando responder essas perguntas (entre outras) que comecei a pesquisar e me dedicar muito mais a essa tal de Análise do Discurso e essa tal de Semiótica que para muitos são “viagem na maionese”, mas para mim tem sido muito útil.





domingo, 6 de abril de 2014

MULHER: Peça Fundamental na Sociedade

Post Escrito em 16/03/2014 para o blog Comunicação Conservadora.


A mulher tem um papel fundamental na sociedade, tão importante quanto ou, afagando o ego feminino, talvez até mais importante devido ao fato que está sob responsabilidade dela muitos aspectos fundamentais como O PRIMEIRO CONTATO DO SER HUMANO COM O MUNDO.

Na propagação da espécie o natural para um ser humano passar a existir neste mundo real é ser gerado em um corpo feminino, depois da união com um indivíduo masculino. Justamente por vir ao mundo a partir do corpo feminino, é deste a função de nutrir o pequeno ser humano, de forma progressiva, até que este atinja sua independência alimentar. Se nutrir é uma condição básica para um ser vivo.

Durante esse processo, principalmente no primeiro ano de vida, o contato mais próximo e de maior dependência do ser humano é exatamente com a mãe (indivíduo do sexo feminino), sendo ela a primeira e principal referência.

Sendo mais específico, para a criança a mãe é a única referência que ela tem. Um dos primeiros traumas da criança é exatamente quando entra a figura do pai e a criança, em primeiro momento, vê-lo como um rival, como um empecilho, como alguém que atrapalha a sua relação com a sua fonte de vida a qual depende completamente para sobreviver. Por isso que nos primeiros anos a criança é muito mais próxima da mãe do que do pai e justamente por isso é natural que a educação dos filhos (por extensão) fica sob responsabilidade da mulher. Ao homem, que deve ser homem de verdade, cabe dar toda a condição possível para que a mulher e os filhos prosperem e, sendo mais homem ainda, deve dobrar sua atenção e dedicação neste momento em que a mulher e o filho se encontram em condições “frágeis” diante de possíveis ameaças.

O ser humano é um ser social e a sociedade é formada por indivíduos, indivíduos esses que foram gerados e educados (pelo menos nos primeiros meses e levando em consideração as condições citadas até aqui) pela mulher. Ou seja, tanto homem quanto a mulher começam seu processo social a partir da mulher!

E se eu quisesse acabar com a propagação adequada da cultura e ainda lucrar em cima disso, qual seria o melhor meio?

Se eu visse a cultura como um problema e quisesse acabar com ela ou, pelo menos, alterá-la substancialmente (ou seja, fazer uma revolução) eu iria na raiz do meu problema: ou seja, na mulher.

Iria incutir valores por meio de propagação “boca a boca” (buzz Marketing, sendo mais direto), fazer uso de influenciadores para reforçar, usar meios de entretenimento femininos para implantar propaganda e mudar o foco de percepção das mulheres e, para dar o “cheque mate”, mexeria com os “bichos ferozes” que todo ser humano carrega consigo, também conhecidos como “Pecados Capitais”, que tem como entes mais fortes: SOBERBA, AVAREZA E LUXÚRIA. Não podendo desprezar as forças da PREGUIÇA, da GULA, da INVEJA e da IRA.

Depois de mexer com tudo isso, o processo se completa com movimentos sociais promovidos pelas mulheres moldadas artificialmente e injeção massiva de propaganda para estimular as ações e, logicamente, estimular o consumo do que eu quiser vender (pode ser produto, que inclui serviço, ou uma ideia). Voltarei a esse ponto após listar os 7 pontos de ataque no emocional feminino que os instrumentos de propaganda cultural fazem uso.

ALIMENTANDO OS 7 BICHOS NA MULHER

Um dos valores mais importantes para qualquer ser humano é exatamente a LIBERDADE. Não irei aqui entrar na discussão do que é “ser livre”, mas tenho que dizer que esse argumento deve ser constante para ir no coração de qualquer indivíduo. Então... Assumamos de antemão que já foi trabalhado (e de fato já foi) que TER PODER É TER LIBERDADE.

ALIMENTANDO O BICHO SOBERBA

Para alimentar essa emoção é preciso fazer a pessoa se sentir o máximo, única, o centro das atenções. Fazê-la querer poder e cada vez mais subir pela “escada da vaidade”. Fazer a pessoa querer cada vez “mais e mais” e isso é intrínseco do ser humano (basta ser honesto na observação). Nada satisfaz esse bicho e você estimulando e alimentando-o fará chegar a um ponto que ele tomará conta por completo da pessoa.

“Quem manda em casa é você!”. “Tenha todos aos seus pés”. “Você pode fazer o que você quiser”. “Você é mais do que isso!”.

Poderia elencar diversos outros alimentos para esse bicho, mas prefiro parar por aqui.

ALIMENTANDO O BICHO AVAREZA

Essa emoção está intimamente ligada à soberba pois a sensação passada, como pode ser visto anteriormente, é de que “você só pode se você tiver” e o ter está intimamente ligada ao consumo e isso me permitirá vender (ou desenvolver produtos para vender) o que eu quiser.

A soberba é alimentada através do que alimenta a avareza, dizendo a grosso modo. Quanto mais você tem, mais você pode. Quanto mais você pode, mais você tem.

Os argumentos de venda são bem próximos, praticamente juntos e complementares, como pode ser visto. Destaco trecho da avareza (A) e da soberba (S).

“Compre o produto X (A) e você se sentirá mais importante (S)”. “Tenha sucesso na carreira (S) e poderá ter tudo que desejar (A)”. “Com os sapatos Y (A) você terá todos os homens aos seus pés” (S). “Shampoo Z (A), para você ficar ainda mais poderosa (S)”.

ALIMENTANDO O BICHO LUXÚRIA

A luxúria está intimamente ligada ao prazer de forma geral. Entrando no específico, a luxúria está associada ao prazer sexual e o sexo é inerente ao ser humano pelo próprio instinto de propagação da espécie. Assim, quando esse instinto é alimentado com foco no “prazer”, este último acaba superando a instinto e sendo fonte única.

A luxúria também pode reforçar os outros 2 bichos (avareza e soberba) pois o processo de sedução passa pelo prazer e passa pelo instinto sexual. Há também a questão de, “num passado não muito distante” a sexualidade ser sinal de poder (pelo próprio instinto de propagação da espécie). A fêmea fértil podia mais que a infértil. O macho mais forte podia escolher a melhor fêmea (mais fértil) para ter mais descendentes e ser mais forte. O macho que TINHA mais fêmeas era considerado mais poderoso.

Alguns argumentos são: “Pessoas que fazem mais sexo são mais felizes”. “Dê asas a seus instintos”. “Com a calcinha V você terá tudo que quiser”. “Sinta-se livre, tenha o preservativo P sempre na bolsa para os melhores momentos”. “Mulher poderosa tem que ser prevenida, tenha sempre em mãos o preservativo P”.

OS BICHOS DA PREGUIÇA, DA GULA E DA INVEJA

Passarei rápido por essas três emoções por também estarem associadas aos outros (repararam que todos se alimentam entre si, correto?).

A PREGUIÇA está associada ao menor esforço e, hoje em dia, a maior qualidade de vida (ou ter mais tempo para o prazer). Poder significa ter melhor qualidade de vida e, portanto, precisar se esforçar menos. “Maior comodidade para você”. “Por que você precisa fazer se o produto W faz tudo por você?”. “Se imponha, delegue tarefas!”.

A GULA está super ligada ao fato de querer sempre mais. O prazer desperta isso! “Quanto mais prazer, melhor”! Quanto mais você tem, maior o seu poder e por isso você deve querer sempre mais. “Poder é ter opções de escolha”. “Piscina, academia, sala de massagem, salão de jogos, pátio, varanda, 50 banheiros, 100 quartos, 30 elevadores, quadra de tênis, campo de golfe, opções para seu conforto”. “O celular de 500.000 utilidades”.

Já a INVEJA está no fato de “querer ter”, ser mais que o outro, se destacar... Está intimamente relacionada à soberba. Está em querer ser o que o outro é ou, de preferência, mais que o outro. “Você pode mais”. “Suas amigas vão ficar de boca aberta”. “Quem está no topo, tem poder. Você pode chegar lá!”.

A IRA! Aaahhh, a Ira!

Separei esta por um motivo apenas: é o motor da ação radical para muitos, principalmente os movimentos sociais. A ira acaba sendo despertada quando lhe é apresentado tudo que foi citado anteriormente e você se sente “oprimido” por não poder ter. Se todos os “bichos” anteriores estiverem bem alimentados, vão querer se soltar e o “bicho” capaz de fazer isso é a ira.

Não é atoa que os “gritos dos oprimidos” contra os seus “opressores” são exatamente recheados de ira. Não é atoa que os “motes” dos movimentos sociais são todos raivosos.

O PROBLEMA É O CAPITALISMO?

Você que chegou até aqui nesta leitura, deve estar pensando que estou sendo contraditório. Como estou denunciando tanta coisa do capitalismo sendo um defensor do próprio capitalismo?

Talvez você não tenha notado que o problema não está no capitalismo, mas sim nos que pregam contra o mesmo. A sociedade ia muito bem até vir um indivíduo (na verdade vários) que, ao mesmo tempo em que diz atacar o capitalismo insere valores capitalistas. Fora que ser a favor do capitalismo não significa que eu não veja problemas nele.

Tomando como exemplo o movimento feminista que tem mais a ver com o tema geral deste post. O que move este movimento? Dizem (apenas dizem, para deixar claro) que é por uma igualdade entre homem e mulher. Igualdade em que? NO PODER CAPITAL! Ou seja, reduzindo o ser humano ao capital. Não... Não foi o capitalismo que fez isso, mas sim pessoas que se dizem socialistas (mas que na verdade adora um "capitalzinho")..

Mas, deixando por hora essa discussão que é mais profunda e não faz parte do escopo desta postagem, o que diversos movimentos que se dizem “pró mulher” está exatamente INSERINDO A MULHER NESTA LOUCURA, sendo que antes ela estava protegida e tinha valor pelo que ela ERA e não pelo que ela TEM.

A propaganda das empresas está lá para vender, e assim deve ser pois quanto mais vende, mais cresce e mais pode contribuir para a sociedade através de empregos, investindo em ciência para desenvolvimento de produtos (e comodidades), podendo, inclusive, “afagar o ego dos ambientalistas” procurando meios mais sustentáveis de produção através de pesquisas. A propaganda também está lá para realizar a sedução a um público definido e não obriga ninguém a nada, o problema está na influência terceirizada, NAS PRIORIDADES QUE A PESSOA TEM PARA SI e quem trabalha massivamente com essas prioridades, invertendo o jogo, é exatamente essas pessoas que se dizem socialistas.

O problema é que esses mesmos movimentos que dizem defender a mulher, reclamam que a mulher está sendo privada do que “o capital” tem a oferecer e dão mais injeção de consumo para elas, mexendo com a SOBERBA (dizendo que ela deveria querer mais poder) e a AVAREZA (dizendo que ela precisa conquistar cada vez mais coisas para ter mais poder) e incentivando a IRA (dizendo que ela precisa se rebelar para poder ter mais poder).

Falei que os “7 Pecados Capitais” são “bichos” que todo ser humano tem dentro de si. Apesar do nome sugerir, os “7 Pecados Capitais” não são obra do capitalismo (são alimentados por ele, isso é inegável), são "emoções" que o ser humano carrega consigo desde que o mundo é mundo e ser humano é ser humano. O capitalismo trouxe um progresso gigantesco e permitiu uma mobilidade social que antes não existia e a “competição pelo capital” permitiu um desenvolvimento fantástico.

A Mulher é Quem Mais Sofre com os Movimentos Feministas e de Quebra Destroem a Cultura

Falei anteriormente de como a mulher é importante para a sociedade, podendo ser até mais importante do que o homem pelo simples fato de ser dela a responsabilidade do primeiro contato de tanto o homem quanto a mulher com o mundo. Por causa desse primeiro contato, o apego e confiança dos indivíduos - nos primeiros anos de vida, se a mãe fizer seu papel direito - é sempre mais forte em relação à mulher, a mãe. Se você confia mais, obviamente estará mais aberto para aprender com este em quem confia. POR ISSO QUE É MAIS INDICADO QUE A MULHER SEJA A EDUCADORA!

Com todos os “bichos” alimentados a mulher cria em si vontades e desejos que vão de contra ela, fazendo-a entrar em crise devido a “responsabilidade” que ela tem em si. E para completar ainda tem "umas criaturas" que ficam cutucando a onça... É como se você estivesse louco(a) de vontade de pular na piscina durante um casamento e um(a) amigo(a) fica te instigando e te enchendo de álcool para você pular. Até o final da festa você pula, tenha certeza!

Desde os primórdios, a sociedade foi se organizando conforme as necessidades fossem aparecendo, mas essa organização, até o século XVIII era evolutiva, contínua, e sempre tinha em vista o melhor para a sociedade como um todo e não para si apenas. Os indivíduos assumiram papéis conforme as necessidades (algumas momentâneas, outras perenes e as momentâneas depois de supridas havia um retorno à normalidade).

Com as duas grandes guerras do século XX, a mulher precisou assumir um papel MUITO IMPORTANTE, praticamente como obrigação e não como opção. É mito dizer que a mulher só entrou no mercado de trabalho devido às guerras. Antes disso ela já poderia se inserir. Contudo, depois das guerras, surgiram movimentos que estão QUERENDO IMPEDIR A MULHER de voltar à normalidade, ou seja, voltar a ter opção de escolha. "Vai depender de homem?!", "Se liberte! Seu marido só te quer submissa a ele". "Veja que você é superior a seu marido, você além de fazer as coisas de casa pode fazer as tarefas dele também". "O homem te quer em casa para ficar com a amante". "E se ele te abandonar? Você vai ficar com uma mão na frente e outra atrás"...

Impedindo como? Alimentando a SOBERBA, a AVAREZA, a LUXÚRIA, a INVEJA, a GULA, a PREGUIÇA e a IRA. Alimentando esses “bichos”, cria-se escamas nos olhos e pessoa fica cega (tanto homem quanto mulher) querendo alimentar cada vez mais essas emoções. Para alimentar esses “animais ferozes”, a mulher precisa assumir uma nova função, de forma perene e não mais momentânea, deixando a desejar em outras funções que ela faria de forma muito mais capacitada do que um homem (por motivos que já citei nesse texto).

Assim, a cultura será afetada, a organização social (progressiva há milênios) será desestruturada, o caos será implantado. De quebra, ainda alimenta a face mais negativa do capitalismo. A mulher passa a consumir mais, a pagar mais impostos e a assumir mais papeis. Com maior demanda de papeis a remuneração DE TODOS tende a cair e com ela a qualidade de vida e ocorrendo um nivelamento por baixo das condições de todos. A mulher não dando o suporte adequado à educação (a qual ela é dotada de maior confiabilidade por parte do educando, conforme já explicado), não há cultura que se propague, não há violência que não se instaure e não há caos que não se instale.

Finalizando...

Se você ainda comentar algo como “Mas tudo que foi dito o homem e a mulher podem fazer”, significa que você nada entendeu do texto. Se você, raivoso ou raivosa, vier a pensar que sou machista, significa que entendeu menos ainda o que acabei de dizer.

E se você acha que devo me calar, sem nem discutir os fatos e ideias, o problema é ainda mais sério e o ou a intolerante e que não aceita as divergências é você! Mostra que já chegou ao estágio cego da ira que VOCÊ que é a vítima desse “sistema” e precisa se desintoxicar. ;)

Não falo aqui das mulheres que são GUERREIRAS e que assumem todas as tarefas devido a adversidades. Não falo aqui da mulher QUE QUER POR NATUREZA PRÓPRIA se dedicar apenas ao sucesso profissional. Não falo também que a mulher tem a obrigação de ser dona de casa e cuidar dos filhos (até porque o mundo de hoje em dia não permite mais isso para a maioria esmagadora das famílias).

Não falo aqui que a mulher deve deixar de estudar e não deve aprender um profissão, até porque, caso ela opte por se dedicar ao casamento e aos filhos, na falta do homem, como ela se viraria? Infelizmente existem sim crápulas por aí...

Critico sim o fato de estarem cada vez mais querendo empurrar e OBRIGAR a mulher a ser multitarefas, quando, penso eu, a sociedade deveria ser formada por COMPLEMENTARES e estes devem assumir tarefas que se ajudem mutualmente (o que não significa NECESSARIAMENTE todo mundo fazer tudo, como está caminhando hoje em dia).

Falei aqui um pouco da propaganda, se eu for dissecar as novelas, o buraco será ainda mais profundo e sujo. Se eu falar de alguns certos tipos de programas na televisão (aberta e fechada) e de algumas "revistas especializadas"... Vixe! Ferrou... Mas acredito que com isso já tenha dado para perceber a sujeira do método e que o fato de a MULHER SER UMA PEÇA FUNDAMENTAL NA SOCIEDADE, ela ser alvo de tudo e de todos...


sexta-feira, 4 de abril de 2014

Sobre o Caso Ovos de Páscoa Bis Xtra + Chocolate Recolhidos pelo Procon


Ovos de Páscoa Bis Xtra + Chocolate são Recolhidos pelo PROCON”. Mais um caso de intervenção do Estado no setor privado usando a desculpa de “proteger o cidadão enfraquecido”. Fatos assim, que já não eram raros, irão passar a ser muito mais comuns com o atual regime que o Brasil está caminhando: Um regime em que o Estado SE DÁ a obrigação de interferir em tudo que ELE julgue necessário para proteger o cidadão de algo que ELE julgue nocivo. Ou seja, a arbitrariedade é dele (ou de quem está à frente dele, que não é o povo, diga-se de passagem...).

O motivo alegado pelo PROCON para retirada dos Ovos de Páscoa Bis Xtra é que sua embalagem promove a discriminação entre crianças e adolescentes, ou seja, para o PROCON os Ovos de Páscoa da Bis incitam à prática de Bullying (!!). Como é preciso se pautar em algo na lei para fazer isso, fizeram um arranjo semântico. Vamos ver o que o artigo do Código de Defesa do Consumidor ao qual o Bis Xtra foi enquadrado (em negrito o parágrafo)?

Art. 37. É proibida toda publicidade enganosa ou abusiva.

§ 1° É enganosa qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter publicitário, inteira ou parcialmente falsa, ou, por qualquer outro modo, mesmo por omissão, capaz de induzir em erro o consumidor a respeito da natureza, características, qualidade, quantidade, propriedades, origem, preço e quaisquer outros dados sobre produtos e serviços.

§ 2° É abusiva, dentre outras a publicidade discriminatória de qualquer natureza, a que incite à violência, explore o medo ou a superstição, se aproveite da deficiência de julgamento e experiência da criança, desrespeita valores ambientais, ou que seja capaz de induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde ou segurança.

§ 3° Para os efeitos deste código, a publicidade é enganosa por omissão quando deixar de informar sobre dado essencial do produto ou serviço.

Antes, vamos ver o que é Bullying? Vou usar a Wikipedia (tão amada por eles )

Bullying: é um termo utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo ou grupo de indivíduos causando dor e angústia, sendo executadas dentro de uma relação desigual de poder.

Como pode ser visto, praticar o Bullying é muito, mas muuuito além da pirracinha, da zoeira, do cutucar, do chatear, do pentelhar, do tirar sarro, do “sacanear o amigo”... Ainda é cultural do brasileiro fazer piadas e “perturbar” com amigos mais próximos. E isso é altamente saudável dentro da nossa (ainda) cultura.

Agora, vamos à frase “personalize a embalagem com adesivos e sacaneie seu amigo”. Você pratica violência intencional e repetitiva causando dor e angústia e tem uma relação desigual de poder com seu AMIGO? Então, por que uma criança teria?

“Ah! Mas isso pode ser usado sim por alguém para dar continuidade em atos de violência intencional e repetitivo visando humilhar e angustiar o outro!” (pode dizer os “defensores dos frascos e comprimidos”)

Respondo: Meu caro... Quem tem tal intenção vai fazer isso com o Ovo de Páscoa Bis Xtra + Chocolate ou não! Fora que seria um caso entre milhares (talvez milhões) e se privar milhares em detrimento de alguns poucos é um tanto “ditatorial”, não?

Podem ainda alegar que a campanha é "discriminatória". Mas discriminatória em que sentido? No pejorativo? Ou no sentido da própria palavra de "ser algo diferente"? Se for no segundo caso, estamos ferrados pois TUDO, principalmente quando formos levar para o lado individual, é discriminatório... Acredito que este termo, na lei, é para os casos de discriminação no sentido de exclusão e preconceitos.
(huMmMm... boa brecha na lei para pressionar a publicidade e deixar somente estatais como anunciantes e os veículos refém do Estado, hein?)

Como podem ver, foi um arranjo semântico e tanto para conseguirem enquadrar algum artigo de alguma lei a “predadora Bis” e proteger os “indefesos”.
(Como cada um interpreta o que quer e como bem entende, quero esclarecer que usei os termos “predadora Bis” e “indefesos” de forma irônica, ok?)

Primeiro, se MUDA O SENTIDO da palavra BULLYING, atribuindo a ela também a “pirracinha do dia a dia”. Assim, tal “tirada de sarro” vira bullying e consequentemente VIOLÊNCIA. Sim! TIRAR SARRO VIROU VIOLÊNCIA neste arranjo semântico. Virando violência é possível enquadrar a empresa no Parágrafo 2 do artigo 37 do Código de Defesa do Consumidor.

Bom... Acho que foge o escopo deste post falar os motivos disso, mas caso apareça algo nos comentários, vou esclarecendo ou faço outra postagem sobre o porquê de o Estado estar querendo interferir tanto assim nas ações comerciais.

Responsabilidades da Publicidade

Antes, um alerta... Esse trecho não necessariamente tem relação com o Caso dos Ovos de Páscoa Bis Xtra + Chocolate Recolhidos pelo Procon. Estou expondo aqui pois é uma discussão que sempre rola nesse tipo de situação.

A publicidade é uma ferramenta bastante forte das atividades comerciais e políticas e por conta disso desprende uma atenção bastante forte dos críticos sociais de plantão. Tal força da publicidade é inegável, mas é preciso ter em mente que ela é uma FERRAMENTA e que é UTILIZADA por terceiros, ou seja, ela não age por conta própria. A publicidade é o bode expiatório há muito tempo, mas em sociedades que estão se socializando é muito natural que ela seja atacada nas atividades comerciais e muito utilizada ideologicamente para promover atividades políticas.

Tal força da publicidade gera nos estudantes (e consequentemente, no futuro, nos profissionais) uma sensação de super responsabilidade e de “promotor de um mundo mais justo e desigual”. É um discurso bonito e, digamos, até certo ponto verdadeiro e nobre. De fato é necessário ter responsabilidade na publicidade e saber que tens em mãos uma ferramenta bastante poderosa. Contudo, estão fazendo uso de tais estudantes e profissionais (isso vale também para os jornalistas) para quebrar a estrutura da realidade, implantar um relativismo torpe e promover mudanças de significados (não só linguístico, mas também cultural e histórico). É muito importante que os estudantes de publicidade e propaganda leia outras linhas de autores que não são indicadas pelos professores em universidades, além de usar as próprias teorias nas suas criadoras. Por exemplo: aplicar a teoria crítica na própria teoria crítica, aplicar a relativização da verdade na própria relativização da verdade, etc...

É preciso ter em mente também que em AÇÕES COMERCIAIS o principal objetivo da publicidade é VENDER, PROMOVER A MARCA, GANHAR NOTORIEDADE! Lógico que tudo isso dentro de parâmetros responsáveis e não abusivos, mas não podemos exigir que a publicidade seja o tempo inteiro utilizada com a função de “gerar um mundo melhor”. Se puder promover a tal da “consciência social”, ótimo. Mas, se não tiver, essa não é a função dela em caráter comercial.

Vou explicar novamente... Entenda o que eu disse... Se eu puder promover meu produto, alinhado aos meus objetivos comerciais, agregando um valor social, isso será sensacional. Mas, se eu usar ELEMENTOS CULTURAIS, elementos que JÁ ESTÃO imersos na sociedade, ou seja, não foram criados por mim nem muito menos pela propaganda, e não promover a tal da “consciência social” também não está errado. E neste ponto, o texto do Código de Defesa do Consumidor está interessante (perfeito nunca é, né?).

Usando o exemplo do Ovo de Páscoa Bis Xtra, ele usou elementos culturais já imersos na sociedade (sacanear o colega nervosinho, nerd, comilão, etc...). Não se poderia, partindo do pressuposto que a comunicação e posicionamento da Bis é exatamente o “sacanear o outro”, que se fizesse uma campanha de conscientização.

Uma empresa também não pode ser responsabilizada pelo MAU USO dos seus produtos. Já pensou a Tramontina não poder mais vender facas porque podem ser usadas para atos de violência? Já pensou em a Fender não poder mais vender cordas de violão ou guitarra pois elas podem ser usadas para enforcar o próximo? Já pensou a Gina não poder mais fabricar palitos de dentes pois eles podem ser usados para furar o olho do inimigo? Ok... Extremei demais... Mas vamos pensar que um Ovo de Páscoa é comprado pela mãe de um indivíduo para este, se for o caso, praticar bullying (e olhe que vai pagar R$99,99 hein?). Será que a mãe, sendo que a criança pode não ter consciência de seus atos, vai permitir uma coisa dessas? E, se permitir, ela deve ser responsabilizada e, mesmo assim, é um caso é milhares (ou milhões).

Outro ponto que gostaria de destacar e deixar um alerta é essa tal de “consciência social”. Cuidado com isso pois “Consciência Social” é um termo muito plástico e volátil. Ele pode mudar de tempo em tempo e de cultura para cultura. Essa tal de “Consciência Social” pode ser usada para justificar e permitir coisas temerosas. Quer dois exemplos hipotéticos e um real?

1 - Para um índio em alguma tribo por aí, crianças gêmeas é questão de maldição e para que a tribo não sofra tal maldição é necessário enterrar as crianças vivas. Então, seria uma questão de “consciência social” praticar tal ato pois você estará sacrificando duas vidas para proteger outras dezenas.

2 - Em “um lugar no mundo” o homossexual é visto como uma praga e deve ser extirpada, pois ele pode levar outros indivíduos a tal ato. Então, para esse lugar, é questão de “consciência social” sacrificar todos os homossexuais que aparecerem.

3 - Na Alemanha Nazista os judeus eram vistos como os responsáveis pela miséria do povo alemão e que contaminava o povo através das suas relações, visto que o bom era ter uma “raça pura”. Para eles, era uma questão de “consciência social” acabar com os judeus pois estes estavam prejudicando o povo alemão.

Três coisas nojentas e torpes, correto? Mas podem ser usadas. É exatamente para isso que estou chamando a atenção. Consciência Social é um temo muito plástico e volátil. No exemplo 3, Hitler fez amplo uso da propaganda para “conscientizar o povo”.

Por que usei exemplos tão extremos e tão sujos? Justamente porque me preocupa muito o fato de muitos publicitários mais jovens estarem bastante ideologizados e com esse espírito de mudar o mundo para o que ele acha: “Seja você o mundo que você deseja”. A partir do momento que você carrega para si essa responsabilidade, esquece que a função da publicidade, em âmbito comercial, é promover a marca para a qual você está trabalhando.

Obvio que você é livre para escolher se vai ou não fazer o que “o cliente pediu e deseja” e se está ou não de acordo com a sua consciência, mas vejo muitos querendo implantar valores próprios (ideológicos em sua maioria) para as empresas.

Como disse alguns parágrafos atrás, A PUBLICIDADE É UMA FERRAMENTA e como ferramenta ela é UTILIZADA PARA DETERMINADO FIM. Quem a usa é que deve ser responsabilizado. Claro que também é papel do publicitário zelar pela imagem do seu cliente e conduzi-lo a favor as ações mais adequadas, mas a partir do momento que se abraça uma ideologia isso pode se perder. A ideologia é como uma neblina que embaça a visão e, como sua visão está embaçada, tende a “completar” o que enxerga de acordo com o que está incrustado no seu cérebro.

Finalizando com o Caso dos Ovos de Páscoa Bis Xtra + Chocolate Recolhidos pelo Procon, não vejo (opinião) como uma incitação ao bullying, nem muito menos como estímulo à violência. O que está ocorrendo é que estamos com pessoas cada vez mais sensíveis e sem conseguir distinguir o real do que pensa ser. Há sim uma promoção ideológica para que o Estado ganhe cada vez mais poder sobre o cidadão e para isso estão transformando-o num indivíduo super sensível e frágil, para que possa recorrer diretamente ao Estado para “ajuda-lo” em vez de ele mesmo resolver seus problemas. Isso a princípio, e para os olhos mais rasos, pode ser muito bom. Mas, se você olhar com mais cuidado e mais profundamente verá que estão colocando sua liberdade e se enfraquecendo diante de um Estado que é comandado por indivíduos que você sequer conhece. Conhece apenas o que ele diz de si e o que a PROPAGANDA diz.

Que tal neste Caso dos Ovos de Páscoa Bis Xtra + Chocolate Recolhidos pelo Procon resolver o problema em caráter individual e não coletivo em que a grande maioria sofreria o “corretivo” por causa de uma extrema minoria psicopata? Pense que está tirando a oportunidade de descontração do povo que não é perverso em ampla maioria para evitar que um ou outro caso POSSA (não é certo) ocorrer.

Ps: Quer apostar quanto que vai ter gente que vai me criticar pelo que eu NÃO DISSE nos três exemplos de "Consciência Social", dando interpretação própria e/ou deturpando o que escrevi?