quarta-feira, 2 de abril de 2014

O Feminismo e o Culto ao Masculino


A história é dotada de ciclos contraditórios em que normalmente uma época possui valores contrários ao da época anterior. É só observar com um pouquinho de atenção (não precisa muita) para notar esse fato dentro da história.

No que tange a “Masculinidade” e a “Feminilidade” isso não fica para trás e temos épocas em que o culto era mais voltado ao masculino e épocas em que o culto era mais voltado ao feminismo.

Para entender um pouquinho disso, sugiro dar uma lida em dois artigos escritos em 1927 pelo autor Ortega y Gasset para o “El Sol” cujo título é “Masculino e Feminino”.

Primeiramente devo deixar claro que trato aqui “Masculino” e “Feminino” não como o que se tem no meio das pernas, não se trata de pênis e vagina (e não... não se trata de ideologia de gênero, não confunda as coisas), mas sim de comportamentos masculinos e comportamentos femininos e o culto a tais comportamentos e as influências destes.

Em épocas de culto ao masculino, pregou-se o culto ao corpo, às lutas, ao sexo, enfim a tudo que hoje entendemos como “virilidade”. Em épocas de culto ao feminino se pregou exatamente o contrário: o culto a “moral”, ao diálogo, à delicadeza, enfim a tudo que hoje entendemos como “delicadeza”. Como exemplo do culto ao masculino, podemos notar algumas obras de arte (a Vênus de Milo, por exemplo, em que se destaca o corpo - "um atleta com seios"). Já como exemplo do culto ao feminino podemos nos remeter ao “romantismo” na hora de cortejar e servir a uma mulher, em que o homem se ajoelhava, quase que se humilhando, para pedir uma mulher em casamento. Enfim, são vários exemplos e você terá uma visão melhor vendo o link “Masculino e Feminino” que compartilhei acima. Exemplifiquei só para você ter uma noção de como hoje o que há é um culto ao masculino e um desprezo ao feminino.

Esse culto ao masculino e desprezo ao feminino é bastante forte exatamente no movimento feminista, que diz lutar pela valorização da mulher. Pergunto: “VALORIZAR A MULHER COM BASE EM QUAIS VALORES?”. No valor de expor o corpo “assim como o homem”? No valor de poder beber até cair, “assim como o homem”? No valor de poder ter quantos parceiros sexuais desejar, “assim como o homem”? No valor de se acabar de trabalhar e ser refém do trabalho (chefe), “assim como o homem”? Nos valores de poder “fazer tudo que o homem faz”?

Não é preciso garimpar muito para perceber que em todos esses pontos é o HOMEM QUE ESTÁ NO CENTRO DAS ATENÇÕES, ou seja, lutam pela mulher para valorizar valores masculinos. Não é preciso analisar tão profundamente para notar que estão desvalorizando os valores femininos e supervalorizando os valores masculinos. Ou seja, estão anulando o feminino para sobressair o masculino.

Na história, quando houve uma tendência maior para algum lado, culto ao masculino ou culto ao feminino, de forma exacerbada, ocorreu a queda de alguma civilização, principalmente quando o lado tendeu para o culto ao masculino (Grécia e Roma, por exemplo). Por isso não é de se espantar que hoje se fomente financeiramente e com espaços nos meios de comunicação de forma tão intensa o feminismo.

Não é de hoje (na verdade tem muitíssimo tempo, vide o link que compartilhei anteriormente que é de 1927) que se denuncia que o movimento feminista luta contra a mulher (contra o feminino). O maior inimigo da mulher hoje em dia é o movimento feminista. Do lado conservador (que hoje em dia é considerado um palavrão, xingamento) é ainda mais forte essa denúncia.

Assista esses dois vídeos do Padre Paulo Ricardo:

O ódio ao feminino


Feminismo, o maior inimigo das mulheres


“Ah! Mas ele é padre…”. Sim! Qual o problema? Poderia ser pastor, poderia ser ateu, poderia ser satanista, poderia até ser comunista (embora esses dois últimos eu não acredito que fizesse declarações assim), mas o que importa é o que foi dito.

Só tenho uma observaçãozinha para fazer... De fato, hoje está cada fez mais comum mulher não sentir mais tais vontades que foram citadas no vídeo (infelizmente). Agora, antes de criticar, assista ao vídeo como um todo e como um discurso e não apenas realizado de frases soltas.

Vejam agora mulheres falando sobre o feminismo. A Ana Caroline Campagnolo é conservadora, a outra eu não sei afirmar o que é, mas não é conservadora:

Ana Caroline Campagnolo vai nos contar o que é FEMINISMO


Feminismo segundo uma mulher contra o feminismo


O MUNDO MUDOU…

Muitos vão afirmar exatamente isso: “O mundo mudou” ou “O mundo evoluiu”. Principalmente as(os) feministas. Eu não estou negando essa tal de “mudança” ou “evolução” do mundo. Estou afirmando, muito pelo contrário, que há sim uma mudança e de supervalorização do que é masculino. E não adianta vir com “joguinho semântico”, afirmando que esse determinar “masculino e feminino” é algo imposto. Não! Não é! É convencionado (não imposto) e cada palavra tem seu significado (por sinal, hoje em dia há um trabalho sistemático de mudar o significado das palavras, esquecendo toda construção histórica) e por isso defini o que chamo de “masculino” e o que chamo de “feminino”.

Hoje há uma supervalorização do que é tido como masculino e não adianta querer quebrar o significado do termo, o que ele representa continua intacto. Como foi dito nos vídeos anteriores, existem também papéis. Papéis femininos e papéis masculinos. Não entro, por hora, na discussão de homem ou mulher fazer um papel ou outro.

Um fato é que as civilizações se desenvolvem quando há papéis bem definidos e complementares (e não apenas “papel masculino” ou “papel feminino”) e de forma equilibrada. Colocar todo mundo no mesmo saco é um atraso e gera conflitos. Por isso que hoje vivemos num mundo tão conflitante... E, antes que falem alguma coisa, não falo da inversão de papéis, ok? Sim... Tal inversão é possível e em algumas vezes é necessário, embora não acredite que seja desejado para o bem e evolução de uma sociedade. Existir tais papéis também não significa que isso seja obrigatório. Por exemplo: é papel feminino cuidar dos filhos, mas um homem pode assumir esse papel, assim como é papel masculino preservar a integridade e segurança da família, embora uma mulher possa assumir tal papel.

Então, o que deixo aqui é exatamente que o Movimento Feminista cultua sim o que é Masculino (tomando como referência as civilizações que em uma época cultuou o masculino e em outra cultuou o feminino). O movimento feminista despreza o que é “papel feminino”, empurra a mulher para valorizar o masculino. Isso sem falar que a valorização do ser humano sai do âmbito pessoa e a dignidade desta para o âmbito “papel”, o que esta faz, tentando quebrar a “igualdade de dignidade”.

Pior que nada disso é pessoal e natural. Destaco a passagem a seguir do livro “A Rebelião das Massas” do Ortega y Gasset, compartilhado no primeiro link desta postagem:

“a mulher de 1927 deixou de cunhar os valores por si mesma e aceita o ponto de vista dos homens que nesta data sentem, com efeito, entusiasmo pela esplêndida figura do atleta. Vê, pois, nisso, um sintoma de primeira categoria, que revela o predomínio do ponto de vista varonil.

Não seria objeção contra isto que alguma leitora, perscrutando sinceramente em seu interior, reconhecesse que não se apercebia de ser influída em sua estima da beleza masculina pelo apreço que dela fazem os jovens. De tudo aquilo que é um impulso coletivo e propele a vida histórica inteira em uma ou outra direção, não nos apercebemos nunca, como não nos apercebemos do movimento estelar de nosso planeta, nem a faina química em que se ocupam nossas células. Cada qual crê viver por sua conta, em virtude de razões que supõe personalíssimas. Mas o fato é que sob essa superfície de nossa consciência atuam as grandes forças anônimas, os poderosos alísios da história, sopros gigantescos que nos mobilizam a seu capricho.

Também (não*) sabe bem a mulher de hoje porque fuma, porque se veste como se veste, porque se esfalfa em esportes físicos. Cada uma poderá dar sua razão diferente, que tenha alguma verdade, mas não a bastante. É muita casualidade que atualmente o regime da assistência feminina nas ordens mais diversas coincida sempre nisto: a assimilação ao homem. Se no século XII o varão se vestia como a mulher e fazia sob sua inspiração versinhos dulcífluos, hoje a mulher imita o homem no vestir e adota seus ásperos jogos. A mulher procura achar em sua compleição as linhas do outro sexo.”
*na tradução impressa, da editora de Portugal “Relógio D’Agua”, possui o termo “não”.

Então, minhas “amigas feministas”, a sociedade que vocês estão lutando para implantar é exatamente uma SOCIEDADE MASCULINA (seria machista?), de CULTO EXACERBADO AO MASCULINO (seria machista?) e que coloca a mulher com um PAPEL MASCULINO (seria machista?).

Finalizando, deixo esses vídeos para que possa refletir sobre diversos argumentos do movimento feminista que, repito, supervaloriza o culto ao masculino e despreza o que é feminino:

Desmascarando feministas por completo e a cortina de MENTIRAS criada em torno dos homens


Debulhando a Feminista Convencional:





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